quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Até parece...


Vi um poeta, dos mais requintados, perder a fala ao se deparar com aquela a quem dedicava seus idolatrados poemas. E ele não é qualquer poeta. É dos melhores que se tem por aqui. Muitos o ouviam, o liam e sempre diziam das delícias de suas palavras. Falava poeticamente de tudo. Também, quem há muito não desconfiava da sua inspiração? Até parece que ninguém tinha notado que toda aquela prosa tinha dona. Que toda aquela melodia tinha uma dedicatória tão sonora... E como era belo aquele amor em prosa.... em poesia, em música!
Mas ainda me surpreendi! Como se fosse possível a alguém não agir assim.
Até parece que há quem não atropele as palavras quando a ansiedade e o suador tomam conta. Até parece que se tem idade pra essas coisas.
Até parece que esse poeta saberia o que dizer.
Até parece que alguém escapa do amor...
Até parece...

4 comentários:

Filipe Garcia disse...

Oi Bárbara.

Seu texto me fez rir dessa situação que é viver a poesia só no papel. Os poetas são realmente assim. Falam de coisas belas, falam da amada e dos momentos que imagina ter com ela. Mas basta encontrá-la, olhá-la nos olhos que as palavras perdem o sentido, que a boca fica seca e a língua trava.

Daí a importância do relacionamento, do conhecer, visualisar, observar e, então, apaixonar-se. Os poetas pregam tanto desse amor platônico regado a beleza e ternura, mas esquecem do principal.

É isso. Não sei se interpretei devidamente seu texto, mas foi o que me veio à mente enquanto eu lia.

Beijo e poste mais vezes!

... disse...

que legal... vc conseguiu falar alguma coisa :)
uahuhahua
apesar de ter achado bem legal a sua leitura desse "alguem que não sei quem", num acho ruim qndo suas falas são as repetitivas falas do seu ser. Que grita por dentro enquanto fica sentada calmamente, vendo os outros não te compreender (rsrs)
Afinal, quem precisa entender alguma coisa da sua cabeça? Quando se trata de mim, nem eu me entendo? Se esperasse isso de alguém eu seria o maior injusto. :)

Bjus
(nossa nada a ver com seu post huahuaahu)

Gustavo Bianch disse...

Nossa, como é bom ler isso. Mto belo, mto massa!
Não pare de escrever nunca, querida filósofa! rs

Bjos

Alberto Vieira disse...

Estranho...

parece falar sobre um moço que com sua luneta observa as coisas ao seu redor.