quarta-feira, 4 de maio de 2011

Êta vida besta, meu Deus!

Imagem: http://flanancias.blogspot.com/search?updated-max=2010-11-25T14%3A33%3A00-02%3A00&max-results=4

Confesso: meu gosto pelo pequeno é maior que eu mesmo. Ainda que minha estatura não seja tão baixa assim. É que meu incômodo com o esplendoroso às vezes me acanha. Sim, prefiro poder comprar fiado e dizer “bom dia” para os senhores da esquina. O sabor de ser reconhecida como “nova por aqui” é típico das ruas simples e da mesmice de um lugar tão acostumado consigo mesmo.

Pode ser estranho, mas aqui quem atende é o dono da mercearia que ainda soma na velha calculadora que faz aquele barulho estranho, nada digital.

Não precisa ter medo, a calmaria e o silêncio noturno podem te fazer estremecer, mas logo, logo você irá perceber os velhos já foram dormir, algumas mães lêem, alguns pais também. Outros assistem tv e contam histórias. É apenas sinal de que o dia está no fim e o descanso chegou. A paz é absoluta e pode ser confundida. Percebe a ausência?


*Êta vida besta, meu Deus é uma expressão utilizada por Carlos Drummond de Andrade em seu poema Cidadezinha Qualquer(1930)

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Sobre ele


Depois desses dias,

dias-meses,

meses-vida,

posso dizer, confiante:

Acredito.

O amor não é ilusão!

Amor é amor. E só.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Talvez


O repetir parece a única saída
não me extravio do clichê
Há saída?
As palavras não alcançam...
Talvez
apenas na nossa linguagem...
Talvez a sutileza do enlace das mãos,
a completude do encontro dos olhares,
Talvez a cumplicidade dos nossos passos,
a companhia constante da paz,
O abraço íntimo da felicidade,
Talvez a liberdade do nosso começo
a promessa do nosso horizonte,
a certeza do palpitar no peito...

Talvez...
Talvez...
Talvez, caiba então, dizer do meu amor!