sexta-feira, 2 de maio de 2008

Sobre nós


A televisão anuncia os dramas da vida real. Pela janela um cinza e uma chuva fraca e infinda. No andar de cima quietude e silêncio.

Aqui embaixo não olhamos para isto. Não enxergamos nem a nós. Estamos tão livres de nós que vivemos respirando o ar que desejamos. Respiramos um ar diferente de antes.

Já vivemos tanto juntos.... e cada encontro o ar é único. O clima é único. O clima de hoje é mais que frio, o céu tem outras cores além de cinza. Ainda não sei o nome dessas cores, ainda não sei dizer desse outro clima.

Os anúncios, o céu, o andar de cima não podem ser todo o nosso sentir. São eles e algo mais. Eles não definem nosso viver. Somos livres, ninguém poderia nos definir. Nem nós nos definimos mais. Vivemos. Voamos. Livres.

A televisão insiste em seu parecer sobre nós e sobre o mundo, o céu e a natureza ainda nos desejam uma cor, um clima, anseiam definir nossas horas e o nosso dia. O andar de cima se cala. Mas ninguém rouba a nossa leveza, a brisa que nos embala, as asas que usamos sempre. O sorriso e a paz de ter a altura do nosso mundo.

12 comentários:

Ariana disse...

Belo texto!

Adorei teu blog!


Beijo*

Jaya disse...

Mas às vezes o mundo parece tão pequeno. O céu parece quase desabar, e a gente anda curvado, por medo dos efeitos de uma possível queda. Pra ficar mais perto do chão. E o chão que até outro dia já soube ser céu! E as nuvens já foram lugares aprazíveis. E sem notar, as asas não ousam bater mais.

Tô esperando o andar de cima voltar a falar.

Seu texto me confundiu demais.
Mas eu gostei mesmo assim, significa que me disse muito.

Beijo, Bárbara.

Juliana Caribé disse...

A televisão é uma bosta!

:: Daniel :: disse...

A presença da televisão me irrita mais nos restaurantes. Um momento que deverai ser de confraternização acaba virando uma reunião em que a maioria está grudada noq ue passa na tela. Isso me deixa um tanto irritado.

Que bom que, pelo seu texto, você(s) consegue(m) se distanciar das imagens, para decifrar as próprias imagens -- como a cor do céu, por exenplo (aliás, bonita essa passagem).

Desculpe pela ausência.

Beijos,
Daniel

Filipe Garcia disse...

Ai, ai. Primeiro ri do comentário da Ju. Depois vi que ela tem razão. E meu comentário ia ser mais ou menos isto: a televisão ditando suas regras e a gente perdendo o céu lá fora. Tanto espaço pra voar e a gente se prende a limites tão culturalmente tolos.

Boa reflexão, Bárbara. Não sei se alcancei sua idéia, mas o que você me passou eu gostei demais.

Beijo.

Leila Saads disse...

Toda vez que assisto televisão, que leio uma revista famosa, sou bombardeada por anúncios que me dizem como me portar, o que vestir para ter atitude. Atitude, atitude. Tudo forma de controle social, de massificação do homem.

Mas ainda existem canais interessantes, discussões interessantes, matérias interessantes. É 'só' garimpar. =]

Gostei dos seus reflexos e das reflexões que eles propõem.

Beijos!

Bárbara M.P. disse...

Não sei se a intenção do texto é ser crítico, para mim, virou pura poesia...

Um beijo,
Bárbara

Clecia disse...

Oi, tudo bem? Estou visitando alguns blogs e acabei chegando até o seu. Amei o seu! E amei o texto!:) Bom domingo!

Bárbara M.P. disse...

Volta, xará...

Saudade de ler aqui..

;-)

Beijos

Jaya disse...

Bárbaraaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa!

Pronto, deu pra ouvir aí em Minas? Se não deu, vou gritar de novo! Rs.

Aparece, bonita! Não fico nada contente em chegar aqui e não ver tuas palavras novas.

Beijocas.

Bárbara M.P. disse...

Xará desnaturada!

BIANCH, Gustavo. disse...

nao vai postar mais nao?

;)